Residência médica: prática no caminho para a excelência

Real Hospital Português investe em residências e centro de simulação para formar especialistas

A prática, seja o ofício qual for, é precisamente o que leva o profissional à excelência. A importância da teoria é imensa, mas é só mesmo nos casos reais é que se pode ter ideia do tamanho da responsabilidade. É assim também na medicina. Seis anos de universidade formam um médico, mas é a residência que vai dar ao novo doutor a experiência necessária para saber lidar não só com o paciente clínico, mas com o ser humano que está por trás de cada caso.

Maria do Carmo Lencastre, geriatra e diretora do Instituto de Educação e Pesquisa do RHP

“O que é que nós queremos para os nossos médicos? Que saibam acolher, que saibam diagnosticar, investigar, medicar”, afirma a médica geriatra Maria do Carmo Lencastre, diretora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Real Hospital Português (RHP).

Desde 2009 a instituição conta com 12 programas de residência médica e um centro de simulação realística, que reúne todas as áreas da saúde. “Você não vai só aprender ouvindo e vendo. Você vai ter o paciente, você vai ouvir; você vai investigar; você vai ver que às vezes aquilo que está num livro não é exatamente o que acontece”, explica.

O que é que nós queremos para os nossos médicos? Que saibam acolher, que saibam diagnosticar, investigar, medicar” Maria do Carmo Lencastre, geriatra e diretora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Real Hospital Português

O Centro de Simulação Realística do RHP é justamente o lugar que associa a teoria e a prática. O médico aprende não só a atender o paciente, mas a lidar com boas e más notícias e o relacionamento com a família. São utilizados manequins interativos, que simulam sintomas e reações.

“Lá a gente vai poder fazer simulações de punções, de acessos, de intubações, de paradas cardíacas, de tratamentos de feridas. Também há simulações de atendimentos, comunicação de notícias graves, simulações de como receber o paciente, como falar como o familiar”, explica o médico intensivista Genes Cavalcanti, coordenador do centro. Todas as áreas utilizam o espaço: enfermeiros, cirurgiões, técnicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros.

Os residentes são ativos no atendimento aos pacientes, sempre ao lado de médicos mais experientes com quem eles possam discutir cada caso minuciosamente. “O dia-a-dia da residência médica consiste em ver os pacientes, ter a nossa impressão sobre os casos e discutir com os preceptores, que são médicos mais experientes. A residência te proporciona um crescimento exponencial na forma de ver e abordar o paciente. Tua visão se diferencia em relação a problemas que outrora você via como simples, mas na verdade são extremamente complexos”, diz o residente Augusto Correia.

A residência te proporciona um crescimento exponencial na forma de ver e abordar o paciente” Maria do Carmo Lencastre, geriatra e diretora do Instituto de Ensino e Pesquisa do Real Hospital Português

A missão do hospital, segundo Lencastre, é aproveitar toda a estrutura de ponta e o quadro de profissionais para prestar serviços. Formar médicos não só para o próprio hospital, mas para a sociedade como um todo.

“Hoje, a missão do hospital é ser uma instituição de assistência ao paciente, de ensino e de pesquisa. Dessa maneira, estamos contribuindo com a formação da saúde na nossa cidade. É uma função social muito grande”, afirma.

“Os profissionais são muito bem treinados e posteriormente vão exercer o conhecimento que aprenderam conosco nos vários hospitais da rede de saúde pública e privada, não só no estado de Pernambuco, mas em todo o país”, conclui o presidente da comissão de residência médica do RHP, Cristiano Hecksher.

A missão do hospital é ser uma instituição de assistência ao paciente, de ensino e de pesquisa” Augusto Correia, residente em clínica médica

Expediente

8 de Outubro de 2017

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