EDUCAÇÃO

Na hora de estudar só vêm elas na cabeça

A crise econômica modificou profundamente o cotidiano das famílias, especialmente no âmbito da educação. De acordo com dados da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), em 2016, as instituições de ensino privadas perderam entre 10% e 12% do total de matrículas em relação ao ano anterior. Para muitos colégios, não houve saída a não ser encarar a inadimplência e a fuga de alunos para a rede pública.

Algumas instituições, no entanto, estão conseguindo driblar as dificuldades através de investimentos em marketing, infraestrutura, qualificação de profissionais, inovação e ensino de ponta. O resultado é a atração de novos alunos, manutenção dos antigos, sucesso do negócio e, claro, lembrança dos pernambucanos no 20° Prêmio JC Recall de Marcas.

Destaque na categoria Escola Particular, o tradicional Colégio Damas foi uma das instituições que conseguiu continuar cativando novos estudantes. “Nos últimos dois anos, o Damas aumentou a quantidade de alunos. Essa alta captação se deve aos grandes investimentos na proposta pedagógica da escola, como a inclusão do ensino bilíngue e do programa Escola da Inteligência, assim como a solidificação de projetos focados na formação humana do aluno”, comenta a diretora-geral do colégio, Ir. Alcilene Fernandes. O investimento em marketing também fez decolar a atração de novos alunos.

“A maior parte dos nossos investimentos nesta área foi direcionada para as mídias digitais. Nestas plataformas, podemos nos comunicar de maneira eficiente com o nosso público-alvo. Além disso, aumentamos as produções de audiovisual de alta qualidade, sempre alinhadas com as redes sociais”.

O Damas também tem investido na internacionalização do ensino para formar cidadãos globais. Todos os anos, a escola leva alunos para Londres, Paris e Roma, onde os adolescentes têm a oportunidade de imersão na cultura local e na língua inglesa ao estudar em escolas britânicas.

A partir do ano que vem, a oportunidade se estenderá aos alunos do 6º e 7º anos, com viagens para os Estados Unidos.

No ensino superior, o destaque foi do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau). Com o objetivo de driblar a queda de oportunidades de financiamento universitário via governo federal, a instituição decidiu criar suas próprias alternativas para manter os jovens no ensino superior. “Após a diminuição das vagas ofertadas pelo Fies, a Uninassau investiu em opções de financiamento privado, através do Educred e do PraValer. Ambos trazem opções para aqueles que não conseguiram aderir ao Fies, mas que não querem perder a oportunidade de ingresso no ensino superior”, explica o diretor-presidente da instituição, Jânyo Diniz.

As oportunidades de acesso foram acompanhadas de melhorias estruturais para receber os novos alunos e continuar cativando os antigos. “Neste ano, entregamos as reformas totais dos blocos B (no Derby) e C (na Madalena), com uma nova infraestrutura para os estudantes. A Uninassau Recife é uma das maiores unidades do Grupo Ser Educacional, que atualmente possui 72 unidades em 26 Estados e atende mais de 152 mil estudantes”, aponta Diniz. Atualmente, a universidade oferta mais de 40 opções de cursos de graduação presencial, 18 opções de graduação em ensino à distância e 70 cursos de pós-graduação.

E se o assunto é educação, responsabilidade social não pode ficar à parte. Para a Uninassau, estar entre os mais lembrados também é fruto de um trabalho realizado em benefício da comunidade. “Temos vários cursos e projetos que são referência regional e nacional, como o projeto Sorriso Especial, do curso de Odontologia, referência em atendimento a bebês e crianças com microcefalia. Além disso, desenvolvemos inúmeras ações de apoio à comunidade através do Instituto Ser Educacional – como o Praia Sem Barreiras e o Circo Social. Tudo isso faz parte do que somos e do que queremos transmitir para a sociedade”, ressalta Diniz.

Com atividades desde 2013, o Praia Sem Barreiras tem como objetivo garantir o acesso ao lazer para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida em Boa Viagem, zona Sul do Recife. Já o Circo Social surgiu no ano seguinte e desenvolve atividades circenses para jovens com síndrome de Down.

Outro case de sucesso na área é o Centro de Ensino Grau Técnico, vencedor da categoria Escola Profissionalizante. Originado no Recife, atualmente, o Grau Técnico com 35 unidades espalhadas por todo o Brasil. “Investimos muito na internet. Fazemos merchandising semanal em canais de televisão, patrocinamos eventos importantes como o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste e temos contratos com personalidades famosas como Celso Portiolli. Tudo isso aliado a uma excelente infraestrutura e à qualidade do atendimento ao aluno. Nossa equipe de professores está sempre empenhada em oferecer conteúdos específicos de cada curso e atividades complementares”, afirma o diretor-geral do centro de ensino, Ruy Maurício Porto.

“O Grau Técnico também se preocupa em facilitar o acesso do estudante ao mercado de trabalho através de parcerias com empresas privadas e realização de visitas técnicas capazes de estreitar a relação dos estudantes com as vagas”, completa o gestor.

Com as medidas, o centro finaliza o ano de 2017 com um aumento de 40% no faturamento e duas novas unidades no Estado, uma em Garanhuns, no Agreste, e outra em Goiana, na Zona da Mata Norte. Cada uma recebeu investimento de R$ 1,5 milhão. Em 2018, a expectativa é desbravar o mercado de São Paulo e abrir seis unidades.

“Também estamos desenvolvendo novos projetos como o Ensino Médio/Técnico e a faculdade. O objetivo é começar com cursos de Informática, Engenharia de Produção e Administração de Empresas”, aponta Porto. Tanto investimento é especialmente recompensado agora com a conquista do JC Recall de Marcas.

O sonho da estabilidade

Há 20 anos presente no mercado, o Núcleo Especial de Concursos (Nuce), localizado no bairro da Boa Vista, área central do Recife, é querido pelos candidatos a vagas de emprego em órgãos públicos de todo o Brasil. Não à toa, o Nuce conquistou duas categorias do prêmio JC Recall de Marcas em 2017, a de Curso Preparatório para Concurso e a de Curso Preparatório para Enem. Atualmente, a instituição tem mais de 1,6 mil alunos matriculados em diversas modalidades de ensino.

Em um Brasil que amarga o desemprego – de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 13 milhões de trabalhadores sem ocupação em todo o País –, vender o sonho da estabilidade profissional e financeira se tornou ainda mais importante. “Nós conseguimos converter o indivíduo em estudante de concurso público. O aluno se sente bem, porque estamos vendendo um serviço que realmente é capaz de mudar a vida das pessoas, e a gente vê isso acontecer com uma frequência alta”, explica o coordenador de marketing da instituição, Gustavo Bione.

Desde o início da crise econômica, o Nuce afirma ter aumentado em cerca de 25% sua base de alunos, e a expectativa é de crescer ainda mais no ano de 2018. “A crise aumenta a instabilidade. Os profissionais que perderam seus empregos não querem mais passar por esta situação, e quem não perdeu, mas ficou com medo de ser desligado também começa a se mexer, porque o emprego público é muito mais seguro”, defende Bione. Com a alta demanda de estudantes, novas unidades serão inauguradas nos municípios de São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes e Paulista.

Expediente

29 de Novembro de 2017

Diretor Comercial

Vladimir Melo

Produção de Conteúdo

JC360

Edição

Fernando Carvalho

Textos

Mia Comunicação

Front-end

Bruno de Carvalho

Projeto Gráfico

Karla Tenório
George Oliveira

Imagens

Divulgação

Tratamento de imagens

Alexandre Lopes